domingo, 15 de setembro de 2013

Comer, comer, comer, comer, é o melhor para poder... Ops!

Rotina entrando no eixo, muito trabalho, aquela coisa toda de sempre, né? Se não fosse uma gripe/virose/resfriado/ou-sei-lá-mais-o-que me acabando, estaria tudo bem. Ainda nem tentei falar hoje, não sei se a voz vai sair ou não ou se ela saiu e ainda não voltou hehehe
Nessa confusão toda dos últimos tempos, acabei esquecendo de tratar de um assunto que antigamente era presença certa por aqui, mas acabou ficando um pouquinho relegado.
Não sei se falei que, na lua de mel, ganhei dois quilos, e estava penando para extirpar os danados, mas nada de conseguir. Dois quilos podem não parecer muita coisa, mas em mim fazem muita diferença, primeiro porque sou baixa ou muito baixa, como preferir, segundo porque eles se concentram da cintura para baixo, invariavelmente.
Aí, quando fiz a última bioimpedância, vimos eu, nutricionista, personal que não tive nenhuma variação de um ano para cá. Não engordei, mas também não emagreci. Não ganhei massa magra, não perdi gordura.
Então o nutricionista me encaminhou para um endocrinologista, que poderia agir para dar uma intensificada no processo.
E ele de fato deu. Passou uma complementação para o termogênico que eu já tomava, entrou com uma reposição hormonal, já que a minha testosterona estava um pouco baixa e isso também interfere no ganho de massa magra, passou melotonina, para que eu tivesse uma qualidade de sono melhor, o que também ajuda no emagrecimento. 
Aí comecei a fazer um tratamento estético, e tive uma consulta com uma outra nutricionista, que passou um cardápio bem parecido com o que eu já sigo, mas acrescentou uns sucos meio misturebas, mas bebíveis, passou umas receitas interessantes outras nem tanto, sugeriu algumas trocas. Nessa brincadeira, quase dois meses se passaram. Quero ressaltar que, na medida do possível, obedeci direitinho à dieta apesar de às vezes mudar a receita dos sucos heheh. Não fiz grandes extravagâncias, recusei as porcarias de Erico, levei lanche para os cursos ao invés de cair na tentação de atacar o coffee break. 
Quando voltei para fazer revisão, até vimos algum resultado. Mas, para nossa alegriaaaaaa. Só que não. surpresa, ele ficou um pouco aquém do esperado. Até perdi quase 2kg e baixei o percentual de gordura, mas perdi também massa magra. Diminuí inacreditáveis 7cm de circunferência abdominal, mas somente 1,5cm de quadril, que é onde faço o tratamento estético. Para piorar, baixei ainda mais a minha taxa de metabolismo basal, que já não era lá grande coisa.
Ou seja, em que pesem os esforços de 05 profissionais e os meus, os resultados não foram lá muito empolgantes. Mas pelo menos apareceram, o que é melhor que nada #pollyannafeelings. Como eu ainda tenho 47 dias antes de viajar, tenho de me esforçar para conseguir melhorar esses índices todos daqui até lá. Afinal, não dá para viajar para a Itália pensando no peso, né? Não que eu vá jacar o tempo todo na terra da bota acho que nem aguento isso, mas tenho de ir com a tranquilidade de que o peso que vou ganhar lá estará dentro de uma margem aceitável e de segurança, digamos assim. Até porque, em novembro, lá é outono, mas, quando eu voltar, aqui estaremos praticamente no verão. O projeto Comer, comer e estudar porque rezar amar estão fora de cogitação não pode sabotar o projeto Verão 2014, né? Pelo menos não totalmente hehehe

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Fraternus

Descobri somente hoje que hoje se comemora o Dia do Irmão. Aliás, nunca tinha ouvido falar em tal data se bem que, depois que descobri o Dia do Outdoor, nada mais me surpreende.
Aí eu resolvi falar do meu irmão e da minha irmã. 
Por um bom tempo, eu fui a caçula. Nunca tive muito isso de reinar absoluta em casa, afinal, a diferença de idade entre mim e o mais velho era pouca. Mas o fato de ser mirrada, pequena, tinha lá suas vantagens e eu sempre usei isso com inteligência.
E, da relação fraternal, descobri que ter irmão é ser obrigada a amar alguém que você não escolheu amar, e ainda assim, inexplicavelmente, amar. É aprender a conviver com alguém que, mesmo criado sob os mesmos valores e princípios, pode ser bem diferente de você. É aprender a dividir, e também aprender que ser um pouco egoísta não faz mal nenhum. É brigar, bater, apanhar e agir como se nada tivesse acontecido. É dedurar para o pai e para mãe e acobertar uma travessura com a mesma naturalidade. É tomar banho de chuva a tarde toda e, mesmo assim, a mãe encontrar os dois quietos como anjos, de pijama, cúmplices na arte. É ficar de mal, deixar de falar, perdoar e pedir perdão. É ajudar incondicionalmente. É dar bronca quando necessário. É endurecer sem perder a ternura. É estar sempre a postos para estender a mão, dar colo, oferecer o ombro ou um bom corretivo.
Já ter uma irmã, no meu caso, mudou um pouco a coisa de figura. Primeiro porque eu saí do posto de caçula para ser a filha do meio, que não é nada na hierarquia filial. Junte a isso o fato de você já ser pré-adolescente quando chega à sua casa aquela lagartixa de parede que só tinha barriga e pé. Acrescente uma carga emocional fortíssima e pimba: nasce o amor. Esse amor que foi, se podemos falar assim, escolhido por nós, pela Cabala, pelos astros, pelo destino, por Deus não é simplesmente um amor de irmãs. Porque eu nunca fui somente irmã. Ou nunca fui muito irmã. Nunca fui cúmplice, nunca acobertei travessuras. Pelo contrário, era a primeira a dar bronca. Eu era a típica irmã mais velha, aquela que toma conta dos meninos mais novos. Brinco que minha irmã foi meu test-drive, pois troquei fralda, dei banho, botei de castigo, ajudei com dever, fui para reunião de escola, acordei durante a noite com seu choro, fiquei puta quando ela foi para recuperação, vibrei quando passou no vestibular. O que é isso senão ser um pouco mãe? É amor que extrapola...
Nós, irmãos. Tão opostos e tão iguais. Objetivos e convicções diversos, desejos, idem. Mas sempre há aquele fio invisível que une nossos corações. Que marca nossas origens, as raízes que nos permitiram florescer. E que estabelece quem somos e com quem somos. Seres diferentes, amores diferentes e, ainda assim, e sempre, amor. Fraterno. Maternal. Ambos. Não importa quando ou como vocês passaram a fazer parte da minha vida. Mas, sem dúvida, ela é mais colorida porque vocês existem. 

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Faltam palavras no caminho

Hoje faltam palavras e sobram sentimentos. Hoje, até pensar emociona. Hoje, olhar o relógio e ver que já era 17:35h me fez chorar. Ainda assim, estou feliz. Feliz porque uma muito mais que amiga muito mais que querida deu o primeiro passo no novo caminho que ela escolheu. Voou rumo ao início de uma nova fase. E nesse contexto de mudança, mudou trabalho, mudou cidade. Mudou a postura e escolheu batalhar pela sua realização. Em todos os sentidos. E se ainda não é exatamente o cargo que ela sonha, mudar de ares ainda que seja na secura de Brasília, sem sombra de dúvida, dará novo gás a ela para conseguir o que tanto deseja.
E eu fico aqui, meio ansiosa por notícias, meio não compreendendo exatamente o que vou fazer sem ela aqui tão pertinho. E viva à internet, aproximando pessoas.
Agora eu entendo a dor dos que ficaram quando fui morar em outra cidade. Porque para quem fica é sempre mais difícil. Quem está indo por escolha, por vontade, tem a animação na bagagem, a expectativa, os anseios. Para quem fica, resta compartilhar a felicidade de quem parte. E enxugar a lágrima que teima em não respeitar o sorriso sincero que estampamos na cara.
Delícia da Bahia, você sempre será a delícia da Bahia, onde quer que esteja. Que seus caminhos façam, cada vez mais, com que você aprenda  a caminhar. Que você jamais tenha medo de voltar, mudar ou fazer uma curva que não estava prevista. Que você sempre tenha coragem de desligar o GPS e seguir seu coração. E que saiba que seu ponto de partida sempre será seu porto seguro.

sábado, 31 de agosto de 2013

Amigos. Para que mais?

Num dia em que tive de fazer a ginástica para dar conta dos compromissos em seis lugares diferentes acorda às 05:00h, vai para academia, volta para casa, se arruma, vai para um curso, pega um táxi, vai para o trabalho, marido pega no trabalho, deixa marido no trabalho dele, vai para a massagem, joga uma água no corpo, vai encontrar a amiga, arrasta a amiga para o aniversário de um outro amigo, volta para casa às 23:30h, morta, mas feliz tive a certeza mais certa de todas de que os amigos, se não são tudo, são quase tudo em nossa vida.
Amigos que vão, amigos que vêm, amigos que vão e vem. E que ficam, claro.
Encontrei uma amiga querida que não via pessoalmente desde fevereiro. E o papo? Ah, esse flui como sempre. Entre risadas, conversa séria e macarons, as horas passam num piscar de olhos.
Daí para o aniversário de outro amigo, onde estavam outros tantos e também gente que eu não conhecia, mas nem por isso menos interessante. Encontrar e reencontrar pessoas, colocar as fofocas em dia, dar risada, falar bem e mal de um bando de gente, conversar sério, cada segundo ao lado dessas pessoas é especial. Aí a gente fica rezando para não ter sono, para não sentir o cansaço depois de um dia puxado, para aguentar mais um pouquinho antes de capotar.
Ficamos ali, olhando para aquelas pessoas e se sentindo em casa, multiplicando e dividindo sentimentos, a alegria do reencontro, a felicidade pelos que estão indo para longe brigando com a saudade que começou mesmo antes da despedida. E, desabando na cama, sorrimos pensando que não há riqueza maior nessa vida.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

A difícil tarefa de ser mulher

Eu nunca me senti discriminada por ser mulher, não no sentido de ter de provar para os outros que sou boa nisso ou aquilo ou que sou tão boa quanto um homem para fazer determinadas coisas. Já passei por situações em que tive de me impor para mecânico ou pedreiro, que achavam que eu não entendia nada do que estava acontecendo, mas acabei por mostrar que não adiantava tentar me enrolar com a rebimboca da parafuseta que comigo não colava.
A situação sobre a qual quero falar é outra. É a dificuldade de ser mulher por ser tratada como um pedaço de carne. É me sentir tolhida na minha feminilidade, porque se eu andar na rua com algo mais provocante do que uma burca estou sujeita, para dizer o mínimo, a palavras desrespeitosas. E olhe que nem faço o tipo gostosona e tal, mas já cheguei à conclusão que, para estar sujeita a essas gracinhas machistas, basta, me desculpem os termos, ter uma xereca no meio das pernas.
Então ficamos assim. Saiu com roupa da academia? Pimba, vai ouvir um gostosa, tesuda ou um outro"uda" qualquer.
Sua roupa é colada? Xiii, aí você vai ouvir não só que é gostosa, mas ainda vai ganhar, de brinde, um "assovio" típico, que indica o quanto você provoca todos os instintos sexuais do galanteador.
A saia é curta e colada? Aí, gata, me desculpe, mas você é puta. E, como puta, está sujeita a todo tipo de gracejos baixos e, não duvide, até a uma apalpada, quem sabe. Afinal, se você está saindo vestida desse jeito, é porque o seu intuito é chamar atenção sim, então não pode reclamar.
Definidos os parâmetros de nossa vestimenta e do tipo de reação que ela pode pode provocar, digo aqui como me sinto quando escuto os "elogios". Aliás, de como sempre me senti, porque afinal, os cretinos não respeitam idade, nada. Sabe aquela "colocou no sol, fez sombra", "jogou na água fez tchibum", é bem por aí.
A minha vontade é voltar e dizer um par de desaforos. É perguntar que ousadia eu dei para o cara olhar minha bunda, minhas coxas, meus peitos. Juro, se eu tivesse uma arma, era capaz de perder a cabeça. Mas Deus, sabendo bem como fez meu temperamento, me botou com 1,53m, que é para, mesmo que eu quisesse, não pudesse nem tentar fazer concurso para polícia.
Outro dia, li um texto em que a autora falava que era estuprada todos os dias, por conta dessas coisas que somos obrigadas a ouvir. Não sei se posso chegar a tanto, mas o sentimento de impotência é tão grande, gera um ódio tão corrosivo, que não posso condenar quem realmente se arrisca e toma atitudes mais drásticas, como tirar satisfação com o imbecil de plantão ou coisa pior.
Enquanto não tenho um surto de raiva, vou fazendo o que posso. Prefiro me arriscar por entre os carros para não passar por um grupo de homens, não ando por lugares em que fique encurralada, evito usar roupas sensuais e provocantes sem estar acompanhada é, às vezes me sinto na Índia ou no Egito... E sonho com o dia em que haja policiais perto quando uma situação dessa acontecer, que é para, pelo menos, tentar dar um susto no assediador. Se bem que eu já ouvi piadinha de policial. E até de um menininho de 03 ou 04 anos, devidamente orientado pelo seu papai. É, acho que vou ter de recorrer às armas.

domingo, 18 de agosto de 2013

Bodas de aço

Ontem, dia 17/08/2013, fiz 11 anos com Erico.
Em primeiro lugar, gostaria de agradecer às várias felicitações que recebemos. Fico emocionada de ver pessoas que não só torcem, mas comemoram conosco cada nova vitória. E, venhamos e convenhamos, em tempo de relacionamentos relâmpagos, fazer 11 anos de namoro/noivado/casamento não é para qualquer um.
Comemorar bodas de aço significa que não vou zerar meus anos de relacionamento só porque casei. Afinal, já comemorei bodas de papel, algodão, açúcar, estanho... Que sentido faz começar tudo de novo?
Ainda mais que este ano são bodas de aço. Nervos de aço. Homem e mulher de aço. Quer algo mais simbólico? Aço inoxidável. Maleável. Dúctil. Como um relacionamento deve ser. Não se deixar corroer pelos dissabores do tempo e da rotina. Saber se moldar às mudanças e às situações que se apresentam. Aceitar e entender as transformações antes do rompimento.
Não quero que fique parecendo que julgo ou condeno quem não quer ter um relacionamento durável. Também não estou aqui alardeando que tenho um relacionamento perfeito, de comercial de margarina até porque odeio margarina. Que não brigo por besteira. Que não vou dormir de birra muitas vezes. Que não me deixo absorver pela dinâmica louca da vida e, quando percebo, mal falei com meu marido ao longo do dia. 
O fato é que hoje brigamos muito menos do que antes. Amadurecimento? Provavelmente. Ou certeza de que queremos ficar juntos e que não vale a pena alimentar coisas pequenas. Vamos guardar as energias para as brigas importantes, porque elas, mais cedo ou mais tarde, acontecerão.
Não sei se o fato de nos mantermos, de certa forma, independentes, é o segredo do nosso sucesso e de nossa modéstia. Sempre tivemos interesses e atividades que somente diziam respeito a nós. Era como nosso espaço privado. Erico curte música, toca com amigos e amigas sem NENHUM problema de minha parte com isso, brinca de fazer aparelhagens eletrônicas para instrumentos. Eu tenho cá minha malhação, meu curso de italiano, agora meu curso de fotografia... Ou seja, Erico e Marcella existem independentemente de Marcella & Erico, se é que ficou claro. 
Sei que muitos casais funcionam dividindo tudo e mais um pouco até coisas que considero hiper ultra mega desnecessárias e até nojentas. Casais que fazem tudo e quando eu digo tudo, é tudo mesmo juntos. Casais que se falam o tempo todo né, Bárbara e Magali?. Casais em que cada um é incapaz de pensar no que quer sem pensar no que o casal quer. Casal que não consegue fazer planos individuais, como se os sonhos fossem todos divididos. Com a gente isso não funciona. Sempre procuramos manter uma parcela significativa de nossa individualidade. É claro que muita gente pode achar que essa individualidade significa afastamento, falta de interação. Ou seja, tudo é a perspectiva.
Como eu digo, cada casal tem a sua dinâmica, suas regras. O que importa é que sejamos todos felizes e saudáveis como casal. Que comemoremos bodas e mais bodas. Que estejamos juntos porque queremos. Que jamais deixemos faltar respeito e compreensão. Que nos façamos bem. Que saibamos rir um com o outro e um do outro. Que existam noites em que não possa existir aconchego maior do que simplesmente dormir abraçados. E que o amor seja a cola que nos une em busca do objetivo maior: ser feliz.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Quereria (futuro do pretérito do verbo não me conte seus problemas)

Hoje eu queria um pouco mais de resignação. Talvez um pouco mais de paciência. E um tantinho de abnegação. Queria respirar fundo e desligar. Queria fechar os olhos e a mente para o que está ao redor. Queria dormir e acordar, quem sabe, com um pouco de fé, daqui a um mês. 
Queria acreditar que as coisas vão acontecer. E que vão continuar acontecendo depois de acontecerem.
Queria crer em milagres. Ou mágica. Ou ilusionismo. Quem sabe um bom trabalho, daqueles "trago a pessoa amada em não sei quantos dias". Se bem que nem sei, viu? 
Queria que essa dor na cabeça fosse embora. Queria respirar fundo sem ter vontade de chorar. Queria que a TPM passasse. Queria não reclamar tanto. Queria, porque acho que não adianta nada dizer que quero.