sábado, 11 de janeiro de 2014

Detox - Dia 01

Hoje começo a minha dieta de desintoxicação (receitada pelo nutricionista). Depois de um mês na Itália e um mês jacando entre confraternizações, Natal e Ano Novo, meu corpo pediu arrego. Apareceram acnes e processos inflamatórios fora os quilinhos indesejáveis que mostravam claramente que as coisas não estavam bem. 
O processo é bem difícil e olhe que estou só no primeiro dia. Não vou aqui dar a receita de nada, afinal, a dieta foi passada para mim. Mas meu sábado começou com um delicioso #sóquenão suco purgante. Até agora, não estou vivendo momentos de rainha. Mas sinto que os movimentos peristálticos estão rolando em alta em minha barriga. Depois desse suco, a alimentação do dia se resume a sucos, chás claros e suco verde de hora em hora. Sinto fome o tempo todo, e minha cabeça está um pouco pesada. 
Obviamente não posso pedalar nem hoje nem amanhã, mas imagino que o resultado valerá a pena. Espero que, na segunda-feira, eu já consiga malhar. 
Segundo o nutricionista, é bem possível que apareçam ainda mais acnes durante esta detox, afinal, o corpo estará expelindo as toxinas que não devem ser poucas. Nesse momento inicial, a questão do peso é irrelevante, mas imagino que naturalmente ocorrerá a eliminação de algum excesso. 
Amanhã mando notícias do mundo de cá.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Nem tão de repente, trinta e (bem) pouco

Fazer 31 é é uma coisa meio "já cheguei até aqui, não dá para voltar atrás". Ou seja, eu entrei com os dois pés na casa dos 30. E se o espírito é #jaquetadentrodeixa, vamos fazer isso da melhor forma possível.
Dos 30 para os 30.1, acho que mudei muito pouco. Continuo rabugenta, reclamona e impaciente. E continuo tão velha quanto sou desde, sei lá, os 25. 
Fiz muitas coisas que gostaria, outras quem nem sabia que gostava, muitas que eu odiei. Ainda falta um bocado de coisa para realizar.
Lidei com situações difíceis de uma forma que acho que só é possível com certa maturidade. Engoli sapos como quem toma aspirina. Mas também agi como uma criança mimada ou uma adolescente birrenta. Quem nunca?
Tenho procurado fazer coisas novas, mudar velhos hábitos antes que o cachimbo entorte de vez a boca. Aprendi, no entanto, que minha bagagem, boa ou ruim, leve ou pesada, é minha. O que eu faço com ela também é uma escolha pessoal.
Nesses dias de inferno astral, pensei várias coisas sobre mim mesma, sobre o que quero, sobre o que não quero de jeito nenhum, sobre o que já consegui, sobre o tanto que tenho por fazer.
Passei a estabelecer metas realizáveis, modestas. Afinal, com a idade, a gente aprende que dar um passo maior que a perna é a forma mais certa de tomar uma queda. E queda mata. Isso não significa dizer que não tenho sonhos. Ou que me recuso a correr o risco de um tombo. Apenas guardo meus voos para os momentos certos. Ou não.
Ainda preciso aprender a lidar com a minha indignação e minha revolta. Ou aprender que lidar com a indignação e revolta, é na verdade, resignar-se. 
Preciso aprender a fazer ouvido de mercador e cara de paisagem mais vezes ainda que meu pensamento esteja xingando a pessoa dos mais perversos nomes.
Preciso ser mais tolerante com aqueles que não tem o mesmo ritmo que eu. E entender que não necessariamente meu ritmo é o mais correto e que não pode ser imposto por mim a ninguém mas posso dar um grito de pressa em meu marido de vez em quando.
Preciso aprender a dizer não a certas pessoas. E a não esquecer e desculpar determinadas coisas. Preciso colocar em minha cabeça que algumas coisas fazemos sem esperar nada em troca. Mas que quem não dá nada em troca quase nunca não pode receber o mesmo tratamento daqueles que fazem muito por nós. 
E, nesse 31ª aniversário, me dei um presente diferente. Não foi um notebook, não foi uma televisão, não foi uma bicicleta, não foi uma máquina fotográfica. No dia em que completo 31 anos de existência, me dei um presente que, quem sabe, uma dia, possa ajudar a existência de outra pessoa. Eu me tornei uma doadora de medula. Como não posso mais doar sangue, por conta do risco de anemia, queda de ferritina e outras coisas, pelo menos ajudo de alguma forma. É rápido, prático e indolor.




E só para finalizar, descobri apenas hoje que, além do Dia do Fico, hoje é também aniversário de Simone de Beauvoir que, se estivesse viva blá blá blá. Senti certo orgulho.
Ainda, quero aproveitar e agradecer ao tantão de mensagens que recebi. Não importa se a lembrança foi espontânea ou se teve uma ajudinha do Facebook. O que interessa mesmo é que um monte de gente querida parou e, por alguns segundos, pensou em mim, desejou coisas boas e emanou boas energias. Poucas coisas podem fazer um dia mais feliz.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Eu meto, tu metes, ele mete...

E não é que 2014 chegou? De mansinho, sem muito alarde. Apenas afetado por leve inferno astral que teima em me deixar um pouco mais mal humorada. Mas já já o ano começa de vez e tudo melhora.
Daí que algumas coisas que aconteceram nesse finalzinho de ano me fizeram pensar nas minhas metas. Ah, as metas, que passam o ano todo nos perseguindo só para chegar ao final dos 12 meses, apontar o dedo em nossa cara e espezinhar, mais uma vez, do nosso fracasso em alcançá-las.
Mas vamos lá, início de ano é isso aí, temos de cumprir a tradição.
Uma das minhas metas é conseguir dirigir de forma mais tranquila acho que já falei isso antes. Na verdade, como comecei a pedalar, isso mudou um pouco minha postura no trânsito, e espero que eu consiga manter isso.
Minha outra meta é utilizar menos sacolas plásticas. Tenho levado minhas sacolas para o mercado, mas sinto que é preciso haver uma mudança de postura dos estabelecimentos também. É uma profusão de sacos, saquinhos, pacotes... Não tem lixo que dê vazão à quantidade de sacolas, que se multiplicam continuamente no puxa-saco daqui de casa.
A terceira meta é conseguir fazer coleta seletiva de lixo. Posso começar com vidro, depois passar para o plástico, papel, latas... Afinal, sou a realista e sei que uma mudança de atitude demanda tempo. Ainda mais em uma cidade em que você tem de se esforçar para conseguir descartar o lixo reciclável.
A quarta meta é usar menos o carro e usar mais a bicicleta. O calor de Salvador é um obstáculo quase intransponível para o uso cotidiano da bike, mas existem em que isso não chega a ser um problema.
A última meta porque sou capricorniana e, portanto, racional é ler mais. Em 2013 li muito pouco, até porque li livros que me demandaram muito tempo, mas em 2014 quero voltar ao hábito de leitura constante.
E aí, o que acharam de minhas metas? Medíocres, realizáveis, superestimadas?

domingo, 29 de dezembro de 2013

B-I-C-I-C-L-E-T-A

É claro que eu não poderia deixar de vir aqui e atualizar como andam minhas aventuras sobre duas rodas. Lá se vão mais de duas semanas desde que peguei a primeira laranjinha e resolvi sair pelas ruas de Salvador. E o que aconteceu nesse período?
Aprendi. Aprendi que a rua tem de ser um espaço de todos. Aprendi que devemos respeitar para ser respeitados. Aprendi que temos de nos impor, mas também temos de ceder. Aprendi que temos de ocupar nosso espaço. Aprendi que temos de ser educados para essa nova realidade e que isso leva tempo, mas já demos a primeira pedalada.
Ainda me assusto? Sim. Ainda faço besteira? Sim também. Mas estou adquirindo experiência e confiança. Já sei, por exemplo, que andar no Rio Vermelho é péssimo. Que não adianta tentar fazer o pedestre entender que andar na ciclofaixa é o mesmo que andar no meio da rua. Que não adianta ir para a rua como ciclista com a mentalidade metade motorista, metade pedestre. Que não adianta tesar, principalmente com quem é maior que você em um carro, numa briga de mesma natureza, pode não acontecer nada. Na bicicleta, pode ser fatal. Que não custa nada ficar atento na hora de destravar a bike com o uso do aplicativo. Que a democratização do acesso às bicicletas é boa, mas é preciso fazer com que as pessoas aprendam as regras, para não se colocar e não colocar os outros em perigo.
Tenho procurado fazer trajetos mais curtos de bike e deixar o carro na garagem quase que diariamente o que mata são as ladeiras. Pqp!!!. No Natal, pedalei cerca de 15km. Quer ver por onde passei? Clica aqui! Ainda não consigo conceber ir para o trabalho de bike, ou ir para um lugar onde precise estar arrumada, porque o calor é demais #cuscuzmodeon. Mas dá para ir para a academia, fazer massagem, pequenas compras...
O bom é que, com essa brincadeira, os quilinhos ganhos no Natal já foram embora! E percebo meu condicionamento físico melhor. O joelho, por enquanto, não berrou, então vamos ver como ele se comporta.
A minha meta é ver até que ponto essa onda não é fogo de palha. A bike do Itaú tem o inconveniente de não ter um tamanho adequado, de não estar sempre disponível e a limitação de tempo que é totalmente necessária, mas já paguei R$5,00 duas vezes por causa de 3 ou 4 minutos. Fora que às vezes a corrente solta, o banco não permanece na altura que você ajustou, o freio não está muito legal. Mas, no geral, não tive problema e olhe que já usei umas 15 vezes a bike, acho.
Então, se eu realmente pegar gosto pela coisa, devo investir em uma bicicleta adequada ao meu tamanho, ao meu uso e às minhas posses. Espero que a economia de combustível sirva, pelo menos, para pagar as parcelas da magrela.
Então, que 2014 venha com muitas pedaladas, para quem é do pedal, muitos passos para quem é da caminhada, muitas piruetas para quem é da dança, muitos golpes para quem é da luta, muitas braçadas para quem é da natação e muito sofá para quem é do sedentarismo e não tá afim de ser retirado dele. Um beijo enorme e nos vemos em 2014!!!


quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

HO, Ho, ho...

E a noite de Natal chegou. E você se dá conta de que a noite perdeu a magia. E a quebra do encanto não se deu simplesmente porque você cresceu e não acredita em Papai Noel. Não, a mágica acabou, porque o Natal perdeu a alegria, a energia. A alegria do encontro, da bagunça. A confusão do amigo secreto porque várias pessoas que não levaram presente querem participar. A ceia meio repartida, porque alguém sempre chega atrasado.
Infelizmente, talvez as próximas gerações sequer conheçam o que é um Natal em família. Pelo menos em minha família. E quando digo família, digo todo mundo. Junto e misturado. Parentes, aderentes e agregados. Gato, cachorro e papagaio.
Para mim, não tem mais graça esse negócio de Natal basicamente para comer. É, porque até existe a troca de presente, mas não tem o mesmo entusiasmo. E essa história de dia de Natal, para mim, tem gosto de prêmio de consolação. Na minha concepção, o dia de Natal é o dia de comer o que sobrou da ceia, ver os amigos que estavam com suas famílias e ficar de boréstia, porque a comilança foi pesada. Minha ideia é essa. Talvez seja uma percepção infantilizada, de alguém que não passou de fase, apesar dos 31 anos batendo na porta. Mais um tema para a terapia. Juro que falo disso.
Para mim, o ritual de dar e receber presente é muito mais do que uma obrigação temporal, marcada por datas fixas. Eu adoro procurar presentes e farei de tudo para encontrar algo que seja a cara da pessoa. Às vezes isso não é possível, e eu recorro ao presente genérico. Mas mesmo essa categoria traz em si uma preocupação, um cuidado. Nem sempre acerto, é verdade, mas me esforço. E de vez em quando me decepciono, não por receber um presente barato ou igual ao de várias pessoas, mas por perceber que foi um presente comprado sem nenhum sentimento além daquele de obrigatoriedade. Obrigada, mas passo.
Então, sinceramente, se for para continuar nesse esquema, prefiro criar uma nova tradição de Natal. Viajar talvez. Meditar. Dormir. Rezar. Qualquer coisa que faça a data adquirir um novo e real sentido. Porque os quilos ganhos com a comilança não são diretamente proporcionais à alegria da noite.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

E o que você fez?



Mais um Natal e, no fim das contas, eu tenho é de agradecer pelos presentes que ganhei ao longo desse ano. Sim, para mim 2013 não foi terrível, como tenho visto muitas pessoas dizerem por aí. Tantas coisas boas aconteceram, vamos recapitular?
Eu casei em 2013!!! E tive uma lua de mel maravilhosa. 
Me mudei em 2013. Ainda que não seja a minha casa, é a minha casa. E se ano passado eu estava tristinha porque não passaria Natal no meu cantinho, esse ano tenho árvore, pisca-pisca, enfeites e presentes no meu "banco de Natal".
Em 2013, descobri que morar junto é uma coisa boa, mesmo com todas as tarefas, responsabilidades e atividades chatas que decorrem disso.
Eu viajei para a Itália por um mês em 2013! E, de quebra, ainda fiz um curso de italiano. Isso sem esquecer das pessoas maravilhosas que conheci por lá, da comida maravilhosa, do joelho escalifado de tanta caminhada e escadarias...
Em 2013, tive o melhor resultado com a atividade física e a dieta e vesti roupa 38 ok, vamos esquecer o mês de dezembro, a coisa está um pouco complicada nesse quesito.
Também fui para a rua protestar em 2013. E fui para o estádio torcer. E vi meu time subir para a primeira divisão. E terminei minha segunda pós. E andei de bicicleta na rua.
Será que estou esquecendo alguma coisa? Acho que não. De qualquer forma, esses são ou não são bons motivos para agradecer?
Claro que esse ano teve seu lado negativo, acontecimentos chatos, preocupações, problemas. Mas se 2014 vier trazendo o mesmo tanto de coisas boas, já está valendo.
Então, para aqueles que tiveram um ano bom, um ano mais ou menos ou um ano péssimo, meu desejo de Natal é que 2014 seja um presente. E que nós nos façamos presentes, seja nas nossas vidas, seja na vida daqueles que amamos. Porque os astros, Deus, os orixás, as forças cósmicas, o destino, Alá, Buda, Jeová podem até influenciar os acontecimentos, mas muita coisa depende de nós mesmos. Então, que nós tenhamos força, fé, sabedoria, coragem, ímpeto e alegria para fazer de 2014 um ano inesquecível e cheio de possibilidades!









quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Salvador vai de bike. Vai mesmo? Vai como?

Hoje, finalmente, consegui usar pela primeira vez uma laranjinha e me arrisquei pelas ruas de Salvador. Se eu disser que foi divertido, estarei mentindo. Mas foi interessante, pelo menos para conhecer.
É muito, muito complicado dividir espaço com os carros e ônibus. Ainda mais considerando que a bicicleta não tem retrovisor e que, como você deve andar no mesmo sentido que os carros, não vê o que vem logo atrás #láele mas às vezes consegue perceber os sinais de luz dos motoristas de ônibus estressados. Também é complicado andar à direita da via, porque o asfalto é muito irregular, há um grande perigo de você se desequilibrar. E ainda tem de lidar com os motoristas esquizofrênicos que, quando passam por você, buzinam. Na certa acham que estão te alertando de alguma coisa. 
Aí eu descobri que não tem nenhuma estação na Barra. Eu tinha lido algo sobre a desativação de uma estação, mas não sabia exatamente qual era. Achei que havia mais de uma estação na Barra. Nunca poderia imaginar que, depois de Ondina, a próxima era a da Centenário. Ou seja, não consegui ir e voltar em meia hora e tive de pagar R$5,00. Por que não deixar a estação no Porto, já que de lá as pessoas podem ir para a Vitória, Centenário...
No entanto, pior do que os carros, do que os ônibus, do que os buracos, do que o asfalto irregular, do que a insuficiência de estações, são os pedestres. Sim, os pedestres, essa raça de gente sem noção que acha que pode andar em qualquer lugar, de qualquer jeito, a qualquer hora. Sim, esse bando de imbecil que mesmo tendo um passeio todo livre à sua disposição, prefere andar na rua e não sair da frente quando a bicicleta vai em sua direção. Sim, esse monte de gente ignorante que escolhe se jogar no meio dos carros a atravessar a rua na faixa, ainda que esteja andando em direção a ela. Sim, esses mesmos que, quando são atropelados porque estavam fazendo merda, ainda colocam a culpa no motorista. Meu sonho é que chegue o dia em que pedestres serão multados da mesma forma que os veículos #prontofalei
Para concluir, vou dizer o óbvio: precisamos todos ser educados. Precisamos aprender a lidar com os maiores e com os menores. Os ciclistas não precisam afrontar os carros, da mesma forma que os pedestres não precisam andar no meio da rua sem sair da frente quando uma bike vem em sua direção, somente para mostrar que ele tem prioridade ou sei lá o que é que passa na cabeça de um idiota que prefere se arriscar ao invés de andar na calçada. 
Não sei se vou mais andar de bicicleta fora da ciclofaixa, porque o que era para ser diversão vira estresse, e aí perde a graça. Ainda mais do jeito que a Barra está, com essas obras todas. Fui tentar dividir espaço com os pedestres, praticamente andando com a bicicleta, e ganhei foi um roxo na perna, além de um imbecil curtindo com a minha cara, porque tive de frear de vez, já que ele resolveu que queria andar rebolando na frente da bike. A mente humana realmente é um mistério.