terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Detox - DIa 04

Mais um dia de salada de fruta no café e no jantar, verdura Rá! Agora vocês se lenharam! no almoço e suco nos intervalos. Até aí nada de novo. Malhação leve, fome durante o dia blá blá blá Ninguém disse que fazer detox seria animado, disse?
O grande acontecimento do dia ficou por conta do e-mail que enviei ao nutri, para tirar dúvidas sobre elas sempre elas - as verduras.
Tcharam! Eis que a grande salvação da minha detox será o senso comum. Sabe as definições botânicas de frutas, verduras e legumes? Sabe a resolução da Anvisa?

Tirei a foto daqui, ó!

Segundo o nutri, no dia a dia, verdura é aquilo que crescemos acreditando ser verdura (alface oi?, batata, cenoura, tomate, chuchu, abóbora, pepino etc), enquanto legumes abrangem o feijão, a lentilha, a ervilha, a soja, grão de bico, fava...
Ele disse que acha essa forma mais produtiva, pois eu me surpreenderia ao saber que o pimentão e a abóbora são frutas, banana é um partenocárpio e abacaxi e morango são inflorescências. Melhor deixar para lá, né não?
Superada a polêmica, é hora de comemorar, afinal, amanhã tem banquete no almoço!!!!!

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Detox - Dia 03

Aleluia! Voltei a mastigar! Brincadeirinha hehehe
Hoje o dia começou com um copão de salada de frutas (deve ter ficado em torno de 400ml). Antes de começar a malhar, tomei uma água de coco.
O treino foi bem levinho mesmo, quase um regenerativo. Fiz somente 10min de bicicleta horizontal para aquecer.
Durante a manhã, tomei alguns copos de suco verde. No almoço, um prato de verduras não me conformo, humpft! temperado com um tiquinho de nada de azeite, sal e limão.
Durante a tarde, mais suco verde, suco de melancia aliás, sempre me pergunto para que diabos bater a melancia, já que é praticamente água mesmo, de laranja, de melão com limão, com maçã... 
Não sei se foi a expectativa com a volta de alimentos sólidos ou quase, mas hoje senti bastante fome. Normalmente, com menos de 1h eu voltei a sentir o estômago roncando. Como trabalho na frente do computador, teve hora em que a cabeça ficou pesada. Rolou também uma preguiça de bater suco toda hora. Já preparei três garrafinhas de suco para amanhã e já, já vou preparar mais algumas #marmitadetox
De noite rolou mais um copo de salada de fruta, dessa vez uns 500ml, porque a fome estava dura de aguentar, e uma caneca de chá de baunilha.
Uma coisa que eu notei, principalmente no final de semana, é que, mais do que a fome, o hábito nos leva a comer. Eu me sinto estranha em alguns horários destinados à alimentação, porque simplesmente bebo um ou dois copo de suco. Parece que está faltando algo, e não é simplesmente a comida.

domingo, 12 de janeiro de 2014

Detox - Dia 02

Bom, sobrevivi ao primeiro dia, apesar de inúmeras idas ao banheiro. Não rolou dor de barriga nem nada, apenas trabalho intenso do intestino mesmo.
Hoje o dia foi basicamente suco verde, mas também tomei suco de melancia, suco de mamão com laranja e suco de uva com maçã. Senti menos fome do que ontem, mas, pela manhã, senti um pouco de sono, não sei se foi algum princípio de hipoglicemia. Não tive dor de cabeça, nem tontura.
Quanto às acnes, minha cara não pipocou não, tem apenas um lugar com uma pequena inflamação. Espero que não piore mais do que isso, senão vou à falência com tantos cosméticos.
Amanhã já rola salada de fruta e salada de verduras. Eu até fiquei animada, até descobrir o que de fato é verdura.
Você sabia que existe uma resolução da Comissão Nacional de Normas e Padrões para Alimentos definindo o que é verdura, legume, raízes e tubérculos dentre outras coisas, como frutas secas, polpa de frutas, compota, cogumelos etc? Aliás, você sabia que existia uma Comissão Nacional de Normas e Padrões para Alimentos? Pois é, nem eu.
Aí eu, toda feliz, achando que amanhã ia rolar uma cenoura, um tomate... Cataploft! Vai estudar, burra!
Então vamos lá. Segundo a Resolução 12/1978 da CNNPA, o produto será designado verdura quando utilizadas as partes verdes, legumes, quando utilizados os frutos ou as sementes, especialmente das leguminosas e raízes, tubérculos e rizomas, quando utilizadas as partes subterrâneas.
Ou seja, verdura é a parte geralmente verde das hortaliças, utilizadas como alimento no seu estado natural. Legume é o fruto ou a semente de diferentes espécies de plantas, principalmente das leguminosas, utilizados como alimentos. Raízes (ex. cenoura), tubérculos (ex. batatinha) e rizomas (araruta) são as partes subterrâneas desenvolvidas de determinadas plantas, utilizadas como alimento.
No entanto, não sei exatamente se, em termos nutricionais, essa classificação é seguida à risca. Na tabela abaixo, por exemplo, vemos que a cenoura está classificada como um legume, apesar de ser, pela definição, uma raiz. Parece que juntaram os legumes e as raízes.
Quanto às verduras, acho que não há muita polêmica. É praticamente só folha mesmo ou seja, amanhã continuo lenhada.
Acho que essa tabela dá um bom panorama e esclarece algumas dúvidas se bem que no meu caso eu não tinha dúvida, sempre tive certeza de que cenoura e batata eram verduras. Se alguém conhecer outra tabela mais correta, mais detalhada, manda pra cá!








Bodas de... Ah! Sei lá!

Voa. É só isso que tenho a dizer do tempo. Um ano de casada. Mas já? Sim, já. Um ano desde que eu disse sim à consolidação de um amor que já durava muitos anos e que vai durar ainda mais. Um ano desde a festa mais linda e emotiva do mundo. Um ano desde que esse amor foi compartilhado com tantas pessoas queridas.
Parece que foi ontem. Lembro como se fosse hoje. Tudo tão claro, cada detalhe. A mesma emoção ao ouvir cada música. As mesmas lágrimas nos olhos ao narrar para alguém o que foi que aconteceu naquele dia tão especial. Ou simplesmente lembrar do tanto de amor que estava presente em cada um que foi nos prestigiar. E como me senti querida e amada naquele dia. Porque as pessoas não só foram ao meu casamento, mas se entregaram àquele momento, se deixaram tomar pela alegria. E acho que todos nós fomos mesmo arrebatados de uma forma que eu nem imaginava.
E é nesse sentimento tão intenso que me espelho para que cada dia eu acorde e durma sabendo que vale a pena estar junto. É em nome desse amor que as dificuldades são superadas, as diferenças, relevadas e os erros, perdoados. É por conta dele que nós nos dispomos, a cada dia, a aprender, ceder, rever e, por vezes, esquecer. Porque o objetivo é seguir adiante, de mãos dadas.
E se ser feliz é o lema, eu digo que esse primeiro ano de casamento me fez sorrir muito, ainda que eu tenha de responder perguntas sobre gênios e lâmpadas mágicas quando estou morrendo de sono. Ainda que eu vá comemorar assistindo ao jogo do Galícia. Ainda que eu tenha de fazer mercado hoje. Porque é nos detalhes que um casamento é bem sucedido. É em cada olhar de cumplicidade. Em cada carinho inesperado. Em cada beijo acalorado. Em cada lembrança viva. Em cada lágrima compartilhada. Em cada almoço de domingo. Em cada partida de futebol.
Eu nunca tive a ilusão de que a paixão avassaladora dura para sempre. Mais cedo ou mais tarde, ela seria substituída por um sentimento que, ao invés de deixar a nossa cabeça nas nuvens, nos dá um alicerce formado de paixão, companheirismo e amizade. Assim, viver de forma plena esse amor me traz uma paz tão acolhedora que eu me sinto eternamente abraçada. Amor que faz massagem nos pés, amor que dorme de conchinha por cinco minutos, amor que ama estar junto, amor que dá espaço, amor que dá segurança, amor que cuida, amor que sonha, amor que se reinventa. 
Porque amar é também é sempre buscar novas formas de continuar amando. 











P.S. Esse quadro foi feito por minha mãe óbvio, mas a ideia foi minha, claro, como sempre, com alguns objetos que foram usados no meu casamento, como as flores do buquê do casamento civil, o laço do cabelo, os noivinhos ou o topo de bolo, e alguns outros que são uma representação da decoração. Ficou lindo, né? É, eu sei que ficou.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Detox - Dia 01

Hoje começo a minha dieta de desintoxicação (receitada pelo nutricionista). Depois de um mês na Itália e um mês jacando entre confraternizações, Natal e Ano Novo, meu corpo pediu arrego. Apareceram acnes e processos inflamatórios fora os quilinhos indesejáveis que mostravam claramente que as coisas não estavam bem. 
O processo é bem difícil e olhe que estou só no primeiro dia. Não vou aqui dar a receita de nada, afinal, a dieta foi passada para mim. Mas meu sábado começou com um delicioso #sóquenão suco purgante. Até agora, não estou vivendo momentos de rainha. Mas sinto que os movimentos peristálticos estão rolando em alta em minha barriga. Depois desse suco, a alimentação do dia se resume a sucos, chás claros e suco verde de hora em hora. Sinto fome o tempo todo, e minha cabeça está um pouco pesada. 
Obviamente não posso pedalar nem hoje nem amanhã, mas imagino que o resultado valerá a pena. Espero que, na segunda-feira, eu já consiga malhar. 
Segundo o nutricionista, é bem possível que apareçam ainda mais acnes durante esta detox, afinal, o corpo estará expelindo as toxinas que não devem ser poucas. Nesse momento inicial, a questão do peso é irrelevante, mas imagino que naturalmente ocorrerá a eliminação de algum excesso. 
Amanhã mando notícias do mundo de cá.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Nem tão de repente, trinta e (bem) pouco

Fazer 31 é é uma coisa meio "já cheguei até aqui, não dá para voltar atrás". Ou seja, eu entrei com os dois pés na casa dos 30. E se o espírito é #jaquetadentrodeixa, vamos fazer isso da melhor forma possível.
Dos 30 para os 30.1, acho que mudei muito pouco. Continuo rabugenta, reclamona e impaciente. E continuo tão velha quanto sou desde, sei lá, os 25. 
Fiz muitas coisas que gostaria, outras quem nem sabia que gostava, muitas que eu odiei. Ainda falta um bocado de coisa para realizar.
Lidei com situações difíceis de uma forma que acho que só é possível com certa maturidade. Engoli sapos como quem toma aspirina. Mas também agi como uma criança mimada ou uma adolescente birrenta. Quem nunca?
Tenho procurado fazer coisas novas, mudar velhos hábitos antes que o cachimbo entorte de vez a boca. Aprendi, no entanto, que minha bagagem, boa ou ruim, leve ou pesada, é minha. O que eu faço com ela também é uma escolha pessoal.
Nesses dias de inferno astral, pensei várias coisas sobre mim mesma, sobre o que quero, sobre o que não quero de jeito nenhum, sobre o que já consegui, sobre o tanto que tenho por fazer.
Passei a estabelecer metas realizáveis, modestas. Afinal, com a idade, a gente aprende que dar um passo maior que a perna é a forma mais certa de tomar uma queda. E queda mata. Isso não significa dizer que não tenho sonhos. Ou que me recuso a correr o risco de um tombo. Apenas guardo meus voos para os momentos certos. Ou não.
Ainda preciso aprender a lidar com a minha indignação e minha revolta. Ou aprender que lidar com a indignação e revolta, é na verdade, resignar-se. 
Preciso aprender a fazer ouvido de mercador e cara de paisagem mais vezes ainda que meu pensamento esteja xingando a pessoa dos mais perversos nomes.
Preciso ser mais tolerante com aqueles que não tem o mesmo ritmo que eu. E entender que não necessariamente meu ritmo é o mais correto e que não pode ser imposto por mim a ninguém mas posso dar um grito de pressa em meu marido de vez em quando.
Preciso aprender a dizer não a certas pessoas. E a não esquecer e desculpar determinadas coisas. Preciso colocar em minha cabeça que algumas coisas fazemos sem esperar nada em troca. Mas que quem não dá nada em troca quase nunca não pode receber o mesmo tratamento daqueles que fazem muito por nós. 
E, nesse 31ª aniversário, me dei um presente diferente. Não foi um notebook, não foi uma televisão, não foi uma bicicleta, não foi uma máquina fotográfica. No dia em que completo 31 anos de existência, me dei um presente que, quem sabe, uma dia, possa ajudar a existência de outra pessoa. Eu me tornei uma doadora de medula. Como não posso mais doar sangue, por conta do risco de anemia, queda de ferritina e outras coisas, pelo menos ajudo de alguma forma. É rápido, prático e indolor.




E só para finalizar, descobri apenas hoje que, além do Dia do Fico, hoje é também aniversário de Simone de Beauvoir que, se estivesse viva blá blá blá. Senti certo orgulho.
Ainda, quero aproveitar e agradecer ao tantão de mensagens que recebi. Não importa se a lembrança foi espontânea ou se teve uma ajudinha do Facebook. O que interessa mesmo é que um monte de gente querida parou e, por alguns segundos, pensou em mim, desejou coisas boas e emanou boas energias. Poucas coisas podem fazer um dia mais feliz.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Eu meto, tu metes, ele mete...

E não é que 2014 chegou? De mansinho, sem muito alarde. Apenas afetado por leve inferno astral que teima em me deixar um pouco mais mal humorada. Mas já já o ano começa de vez e tudo melhora.
Daí que algumas coisas que aconteceram nesse finalzinho de ano me fizeram pensar nas minhas metas. Ah, as metas, que passam o ano todo nos perseguindo só para chegar ao final dos 12 meses, apontar o dedo em nossa cara e espezinhar, mais uma vez, do nosso fracasso em alcançá-las.
Mas vamos lá, início de ano é isso aí, temos de cumprir a tradição.
Uma das minhas metas é conseguir dirigir de forma mais tranquila acho que já falei isso antes. Na verdade, como comecei a pedalar, isso mudou um pouco minha postura no trânsito, e espero que eu consiga manter isso.
Minha outra meta é utilizar menos sacolas plásticas. Tenho levado minhas sacolas para o mercado, mas sinto que é preciso haver uma mudança de postura dos estabelecimentos também. É uma profusão de sacos, saquinhos, pacotes... Não tem lixo que dê vazão à quantidade de sacolas, que se multiplicam continuamente no puxa-saco daqui de casa.
A terceira meta é conseguir fazer coleta seletiva de lixo. Posso começar com vidro, depois passar para o plástico, papel, latas... Afinal, sou a realista e sei que uma mudança de atitude demanda tempo. Ainda mais em uma cidade em que você tem de se esforçar para conseguir descartar o lixo reciclável.
A quarta meta é usar menos o carro e usar mais a bicicleta. O calor de Salvador é um obstáculo quase intransponível para o uso cotidiano da bike, mas existem em que isso não chega a ser um problema.
A última meta porque sou capricorniana e, portanto, racional é ler mais. Em 2013 li muito pouco, até porque li livros que me demandaram muito tempo, mas em 2014 quero voltar ao hábito de leitura constante.
E aí, o que acharam de minhas metas? Medíocres, realizáveis, superestimadas?